A Ucrânia precisa de ares novos? O presidente americano Donald Trump diz-se preocupado com a democracia no país do Leste Europeu. Agora, defende a destituição do presidente Volodymyr Zelensky. Como alternativa possível, Trump coloca na jogada o experiente político, altruísta e diplomata russo Vladimir Putin.

WASHINGTON, D.C. — "Já conversei com o Putin por telefone", explica o presidente dos Estados Unidos. Segundo Trump, Putin já tem empregos bastante responsáveis como devorador de crianças, posteiro-chefe dos Estados Unidos e ditador da Rússia. "Mas ele se dispôs, caso ninguém mais apareça, a assumir também essa tarefa importante, pelo que sou muito grato ao senhor Putin."
Depois de anos de estética marcial de líderes de governo em uniformes militares, a Ucrânia precisa agora, segundo Trump, de um estadista tranquilo, de terno. "O Putin já controla várias propriedades ucranianas, e a população local está muito satisfeita, segundo pesquisa do instituto russo independente 'Kneissl Research'", explica Trump.
Fim da guerra?
Se Putin controlasse a Ucrânia, a guerra — e também a própria Ucrânia — acabariam no mesmo instante. "Os ucranianos iam economizar muito dinheiro. O maior dinheiro de todos os tempos. Eles não vão precisar nem de parlamento, nem de imprensa, nem de Justiça."
A Rússia, segundo Trump, já aposta nessa forma eficiente de governo, que ele próprio ainda não conseguiu implementar nos Estados Unidos por causa de barreiras burocráticas sem sentido.
Decepcionado com Zelensky
Com Zelensky, por outro lado, Trump não quer nem conversar. "Ele não usa terno. No suit, no deal. Ele é pouco profissional e sem modos. Very disgraceful. Nossos fazendeiros precisam de diesel barato antes das eleições de meio de mandato, isso qualquer criança sabe. E o que o Zelensky faz? Explode as melhores refinarias da Rússia. Can you believe it? Com isso, o Sloppy Zelensky está colocando em risco as midterms."
Putin, em contraste, conhece muito bem a região: "Ele já viu todas as cidades pelo menos uma vez, nem que seja de cima, em imagens de satélite, enquanto bombardeava. Ele sabe onde ficam as escolas e os hospitais", elogia Trump.
Os Estados Unidos já teriam dado os primeiros passos. No Google Maps, onde antes se lia "Ucrânia", desde a manhã desta segunda-feira lê-se "Trumps Russia". O Dnipro, rio que corta Kiev ao meio, foi rebatizado como "Trumps Great Reflecting River".
Putin aguarda

Vladimir Putin, por sua vez, mostra-se ainda reservado. "Nunca foi minha intenção causar tumulto, muito menos me tornar presidente da Ucrânia. Essa ideia foi meu querido amigo Donald quem teve, sozinho. Ele é realmente muito inteligente e tem as melhores ideias. Se ele acha que sou o homem certo, não vou contradizê-lo. Ele é como um vidente, como um profeta. Eu o admiro muito. Além disso, ele tem cabelo muito volumoso e mãos muito grandes."
Kiev, por sua vez, reagiu com a habitual incompreensão à oferta americana de mediação, e lembrou que a Constituição ucraniana prevê eleições. Também em relação às qualificações do candidato, segundo o governo ucraniano, ainda há questões em aberto.
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