Plano master do americano era impedir eleitor nordestino de votar; falhou mesmo assim; agora o senador processa, sem perceber, o próprio aliado

BRASÍLIA / MAR-A-LAGO — Flávio Bolsonaro acordou nesta segunda-feira jurando que a eleição foi roubada. Em favor dele. Ele perdeu, sim — mas, segundo ele próprio, perdeu pouco demais.
Em live às 4h47 da manhã, com os olhos vermelhos e segurando um calmante, o senador disparou:
Era pra eu ter perdido por 20 pontos. Alguém segurou a mão do povo brasileiro! Os ônibus de Salvador não saíram! Os voos pro Nordeste foram cancelados! Isso é FRAUDE! A GOL me entregou votos que eu NÃO PEDI!
O que Flávio não sabia é que o cancelamento dos ônibus, dos voos e até da chuva em São Paulo foi planejado pessoalmente por Donald Trump, nos últimos três meses, com objetivo bem claro: impedir o eleitor nordestino de chegar à urna e, assim, entregar a vitória ao aliado brasileiro.
O plano foi executado à risca. Simplesmente não deu certo.
Mar-a-Lago em polvorosa
Ao assistir a live do aliado brasileiro reclamando dos cancelamentos que ele mesmo havia orquestrado, Trump teria arremessado o controle da TV contra a parede e gritado:
FIZ TUDO ISSO PRA ELE E O IDIOTA TÁ ME PROCESSANDO! EU LIGUEI PRO DONO DA GOL! EU LIGUEI PRO PREFEITO DE SALVADOR! VOCÊS SABEM O QUANTO CUSTA FAZER CHOVER EM SÃO PAULO?!
Segundo fontes fictícias próximas ao presidente americano, Trump teria passado a manhã tentando falar com Flávio por três canais diferentes. Nenhum atendido.
"Ele é um ingrato. Até o Zelensky era mais grato que isso", teria desabafado.
O pedido ao TSE
A defesa do senador, totalmente alheia aos bastidores da operação, protocolou às 6h da manhã uma petição de 847 páginas no Tribunal Superior Eleitoral exigindo:
- Nova eleição no Nordeste com ônibus escoltados pelo Exército
- Voos operados pela FAB com piloto petista certificado
- Recontagem do Piauí com margem mínima garantida de 92% para o adversário
- Indenização simbólica de R$ 1,00 por cada ponto que ele deveria ter perdido e não perdeu
Em Mar-a-Lago, ao ler os pedidos, Trump teria segurado a cabeça e dito apenas:
He's suing me. He's suing the plan I made for him. He's suing himself. This is the dumbest thing I've ever seen.
TSE em choque
O Tribunal Superior Eleitoral abriu, pela primeira vez na história, protocolo intitulado "ANULAÇÃO POR INSUFICIÊNCIA DE HUMILHAÇÃO", com sala própria no subsolo.
O estagiário designado, procurado à saída do metrô, resumiu: "Ele quer perder de novo? Então deixa."
Trump desiste
Às 13h40, após nova tentativa frustrada de contato, Donald Trump teria convocado reunião de emergência em Mar-a-Lago com seus três conselheiros mais próximos: o chefe de gabinete, a astróloga Val e um boneco inflável de si mesmo.
Após 20 minutos de deliberação, saiu com uma decisão: "Da próxima vez eu ajudo o Lula. É mais fácil."
Um veículo de humor e sátira. Nada aqui deve ser interpretado como notícia factual. O plano master de Donald Trump, as ligações ao dono da GOL e ao prefeito de Salvador, o pagamento para "fazer chover em São Paulo", a petição de 847 páginas, o protocolo do TSE, a astróloga Val e o boneco inflável são ficção explícita. São reais: a reeleição de Lula com 51,75% dos votos contra 48,25% de Flávio Bolsonaro em 25 de outubro de 2026, e os cancelamentos de ônibus em Salvador e de voos para o Nordeste no fim de semana da eleição.
